Estudo do meio
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A IMPORTÂNCIA DO BRINCAR

 

“Quintais…Acho que o quintal onde a gente brincou é maior do que a cidade. A gente só descobre que o tamanho das coisas há de ser medido pela intimidade que temos com as coisas. Há de ser como acontece com o amor. Assim, as pedrinhas do nosso quintal são sempre maiores do que as outras pedrinhas do mundo. Justo pelo motivo da intimidade.”

Manuel de Barros

Pensar na importância do brincar para o desenvolvimento cognitivo da criança é uma reflexão construtiva, pois diferentemente de um tempo não muito distante, divertir-se na rua e nos campinhos era uma prática comum, mas hoje essas experiências são cada vez mais raras.

Portanto, se faz necessário ampliar a vivência do brincar, não como mero passatempo, mas valorizando essa experiência, pois é no brincar que a criança faz descobertas, interage com o outro, cria, inventa, resolve conflitos, reorganiza o que já sabe e produz novos conhecimentos.

Importante lembrar que o brincar é uma necessidade física e um direito de todas as crianças, através do brincar as crianças desenvolvem todo sistema neurológico de forma absoluta, e desenvolvem também uma das coisas mais importantes que a gente tem que é a imaginação. É ela quem nos dá as possibilidades e potencialidades de seguir novos caminhos na vida adulta e isso começa na infância, com as brincadeiras e o pensamento mágico.

O lúdico tem uma importância fundamental nesse processo, porque a criança desenvolve-se pela experiência que institui desde pequena. Essa experiência é essencial para que a sua visão de mundo se amplie, para que estabeleça relações com o que já sabe, adquirindo assim novas descobertas.

Brincar é uma das maneiras mais naturais e divertidas de formar conhecimento. É brincando que a criança constitui seu eu, expressa seus desejos e suas vontades, sendo assim, quanto maiores forem as oportunidades oferecidas a essas crianças para brincar, mais fácil será o seu desenvolvimento.

Uma iniciativa simples e muito prazerosa é resgatar brincadeiras que quando crianças eram significativas e apresentá-las aos filhos, de acordo com a faixa etária como pipa, peteca, barra-manteiga, esconde-esconde, bola de gude ou cirandas. Dessa forma, as crianças terão a oportunidade de, a um só tempo, participar de uma prática rica em trocas interpessoais e usufruir de um patrimônio que pertence a cultura brasileira.

Os espaços abertos propiciam excelentes oportunidades das famílias incentivarem os filhos a interagir com crianças de diferentes idades, sejam elas irmãos, primos ou parceiros de brincadeiras. Para famílias com crianças de idades distintas, não há dilema: ainda que uma das crianças já corra, salte, pule e a outra esteja apenas começando a descobrir o mundo, cada qual dentro de suas limitações, terá sua maneira de interagir consigo mesma, com os outros e com o ambiente ao redor. Se sua família ainda não tem esse hábito comece a praticá-lo!

Maria Inês M. Carletto (Pedagoga)